terça-feira, 14 de abril de 2020

Milho uma Fonte de Sustento na Crise


                        
                                          MILHO UMA DÁDIVA DIVINA

            O milho é um dos principais componentes da ração para bovinos, suínos, ovinos, equinos, caprinos e aves e também um dos cereais básicos na alimentação humana. Pode ser transformado em: ração, farelo, fubá, canjica, pamonha, papa de milho, farinha (pão, bolos, broas, polenta, "brustolada"), dextrinas, amido, glicose, açúcar, óleo, álcool industrial e outros alimentos.
              A planta é usada para forragem verde e silagem para os animais. Com o caule pode-se obter o aldeído. A palha da espiga serve para fazer artesanato, palheiros e forrar colchões. O descarte do sabugo e da  palha pode resultar em adubo orgânico. 
             Outrora, em tempos penosos, o milho foi uma das fontes de sustento dos pioneiros imigrantes alemães e italianos da Região Sul do Brasil.
         Com a plantação do grão, em escala maior, torna-se possível criar mais animais para o abastecimento do mercado interno com: carnes e seus derivados, ovos, banha, leite (queijo, nata, manteiga, requeijão). Também é possível a aplicação do sistema integrado para a criação de peixes, em açudes.

                                                   
     


terça-feira, 15 de outubro de 2019

CELSO OSCAR PEROTTONI


                                  
FREI CELSO OSCAR PEROTTONI, “in memoriam” (08/12/1952, Farroupilha/RS - 23/06/2018, Cuiabá/MT), era filho de Antoninho Pedro Perottoni e Maria Silvinha Kronitzky Perottoni (sobrinho da minha mãe Emília Julita Kronitzky Boenny). Concluiu os seus estudos no Seminário Freis Carmelitas Descalços, em Passo Fundo/RS. Era formado em Filosofia, Teologia, Pedagogia e mestre em Sociologia. Antes de sua ordenação sacerdotal, decidiu permanecer como "Frei". Mudou-se para Cuiabá/MT e, na época, percebeu a falta de auxílio às crianças menos favorecidas na cidade. Em 1985, fundou a ASSOCIAÇÃO FILANTRÓPICA SÃO JUDAS TADEU, para abrigar jovens órfãos em risco de vulnerabilidade social. A associação oferecia educação de qualidade e, alguns anos depois, passou a abrir as suas portas à comunidade, progredindo para “Colégio São Judas Tadeu”. Atualmente possui o sistema de ensino integral, atividades "extra curriculares" e sistema bilíngue (língua inglesa).
                                        (Celso Oscar Perottoni, Frei de crucifixo)

A imagem acima foi captada em 28/05/2013, dia do aniversário da primeira-dama de Cuiabá/MT, Virginia Mendes, que comemorou a data na instituição filantrópica São Judas Tadeu, em companhia dos freis e crianças. Na oportunidade, o coordenador da instituição, César Sirino Batista, que cresceu no abrigo e prestou serviços voluntários à instituição, relatou à imprensa, que ao chegar a Cuiabá, ainda com quatro anos de idade, foi morar embaixo da ponte do Rio Cuiabá, juntamente com sua mãe. O SOS Criança o resgatou do local e o encaminhou ao Abrigo São Judas Tadeu. “Aprendi todos os valores da minha vida aqui: educação, religião, família e estudo. O básico para uma criança viver saudável. Esse lar supriu todas as minhas necessidades”.

 “Os feitos do Frei Celso são nobres e notáveis: além da escola também abriu uma capela para atender a todos na região.” 

                                                              
                                                   Rosa Maria Boenny Kaspary, pesquisadora.       
               

“O nome do colégio carrega em seu nome o patrono São Judas Tadeu, apóstolo de cristo e primo de Jesus. Sua mãe Maria era prima de Maria Santíssima, e o pai Alfeu era irmão de São José. Tendo nascido em Canaá da Galileia, na Palestina, também era irmão de Thiago, José, Simão e Maria Salomé. Lembrando que apesar de mesmo nome, ele não deve ser confundido com Judas Iscariotes, o apóstolo que traiu Jesus.” 
                                          
                                                      
 


domingo, 13 de maio de 2018

A Liderança dos “ex-Brummers” pelas Colônias Alemãs do RGS



              Em 1851, o Império brasileiro contratou uma Legião Prussiana para integrar o Exército Imperial...       
                      
             A maioria desses Militares europeus pediu exoneração do Exército para trabalhar nas colônias alemãs do RGS, onde eram conhecidos como "ex-Brummers". Os destinados ao Vale do Caí: Carl Gartner, Agrimensor e em 1870 Diretor da Colônia de Santa Maria da Soledade (São Vendelino/RS); Ludwig Herpich, em 1884, foi co-fundador da Comunidade Evangélica de Linha General Neto (ex-Badenserberg); Franz Adolph Jäger foi professor na Picada Feliz/RS, de 1856 a 1859; Ernst Mutzel (Müzell), foi Agrimensor na Picada Feliz/RS; Ernst Hermann Döbber, foi professor e Pastor em Santa Maria da Soledade e Picada Feliz; Ferdinan Schönnel, foi professor e pastor em Maratá/Triunfo; Otto Friedrich Grunitzky, foi regente de coral, pintor, desenhista, professor particular da comunidade católica de Bom Princípio em 1863 e em 1865 professor público na Colônia de Santa Maria da Soledade, onde lecionou alemão e português, em 1870 exerceu o magistério na Picada Feliz (nota 1). Estes e tantos outros ex-Brummers foram considerados o “fermento” das colônias, auxiliaram os imigrantes alemães na criação de escolas, igrejas e sociedades.                                             
                                                      Rosa Maria B. Kaspary   
                                                              Pesquisadora

Nota 1: Campos Netto, em sua obra Montenegro, transcreveu detalhes sobre a ornamentação da capela N.S. da Anunciação de Bom Princípio, por ocasião da 1ª visita pastoral do Bispo do RGS, Dom Sebastião Dias Laranjeira, no texto publicado no jornal “Estrela do Sul”, edição 39, de 05/07/1863, onde ao final constou: “[...] tudo isto artisticamente pintado a óleo por aquele mestre de escola polonês cuja voz já havíamos admirado em São Miguel”.