sexta-feira, 11 de maio de 2018

Nossas Raízes Europeias


                                             
                    Em 1824, os pioneiros imigrantes alemães iniciaram a colonização de São Leopoldo/RS e na medida em que as “vilas” cresciam demograficamente, surgiam novas colônias próximas aos rios navegáveis.
             Os imigrantes europeus, ancestrais de José Erno e Julita Emília Kronitzky Boenny (Grunitzky Boeni), vieram ao Brasil a partir de 1847. Alguns foram destinados, diretamente, ao Rio Grande do Sul. Na época, milhares de imigrantes já haviam cruzado o Oceano Atlântico e fizeram do Brasil a sua segunda Pátria.
Casamento de José Erno e Julita Emília, em 1948. Ao lado dos noivos os genitores: Ernesto Boeni, Mathilde Regina Barth, João Aloysio Kronitzky e Amália Paulina Wartha.
Foto das Bodas de Diamante (60 anos de matrimônio) de José Erno e Julita Emília, no ano de 2008.



José Erno e Julita Emília, casal descendente de europeus de diversas nacionalidades  (austríaca, suíça, tcheca, polonesa, alemã e prussiana), tiveram dez filhas (Maria Irena, Veleda Terezinha, Erna Lúcia, Maria Jacinta, Rosa Maria, Leonila Inês, Roseli, Rejane Salete, Anelise Regina e Laurelena), quatro filhos (Roque Valdelirio, José Luiz, Paulo Antonio e Pedro Fernando) e dezenove netos.        





ANCESTRAIS DE JOSÉ ERNO E JULITA EMÍLIA KRONITZKY BOENNY
                                                        (Grunitzky Boeni)
1) Otto Friedrich Grunitzky (Otto Frederico Kronitzky, era bisavô paterno de Julita Emília), polonês, nasceu em 1823, morou em Kiel, Alemanha, Militar, veio ao Brasil juntamente com Theodor e Ludwig Grunitzky, também militares, era filho de Caspar Gronitzky e de Johanna Hübner. Casou-se em 1853, em São José do Hortêncio/RS, com Margaretha Bach (Margarida), nascida em 1835, em Theley, Alemanha, filha de Andreas Johannes Bach e de Gertrudes Schütz, também de Theley.
             Foi professor particular da Comunidade Católica de Bom Princípio e em 1868 foi professor público da Colônia de Santa Maria da Soledade (São Vendelino/RS), onde lecionou alemão e português e também foi regente de coral católico. Em 1870 o "ex-Brummer" exerceu o magistério na Picada Feliz (Feliz/RS) e após, foi Caixeiro Viajante. Ficou conhecido como “mestre de escola polonês”. Otto Frederico e Margarida, passaram os seus últimos dias em São Leopoldo/RS.

Certidão de Batizado de João Kronitzky, ano de 1895, Igreja Santo Inácio da Feliz, firmada pelo Padre Jesuíta João Baptista Ruland.  

2) Jacob Kronitzky (filho de Otto Frederico e Margarida e avô paterno de Julita Emília), casou-se com Maria Dietrich, nascida em 1866, em Viesenthal (atual Lučany nad Nisou), Bohemia, República Tcheca, filha de Augusto Dietrich e Antonia Tiatton Rotta.
           Dois filhos de Jacob e Maria Dietrich Kronitzky contraíram núpcias com as filhas de Wenceslau e Catharina Kellner Wartha. O filho João Kronitzky com Luiza Wartha (morou em Farroupilha) e João Aloysio Kronitzky, professor primário, dirigente de coral da Igreja de Arroio Jaguar/Alto Feliz, casou-se com Amália Paulina Wartha. Residiram por algum tempo em Santa Maria/RS e após, retornaram a Alto Feliz/RS, onde passaram o resto de seus dias. (ver nota 1)

3) Wenceslau  Wartha (Wenzel, era avô materno de Julita Emília), nasceu em 1866, na Áustria, era filho de José Wartha e de Anna Catharina Festner. Casou-se em 1885, com Khatrin Kellner (Catharina), nascida em 1869, na Áustria, filha de Michael Kellner e de Maria Dörfler.
           Wenceslau Wartha, era integrante do Batalhão de Infantaria Nacional de Montenegro e conforme Diário Oficial da União nº 8979, foi elevado a Capitão em 10/01/1902. Foi subintendente de Santa Maria da Soledade, de 1910 até 1924. Em 14/10/1913, consoante edital publicado no Diário Oficial, foi nomeado Subdelegado do 7º Distrito de Montenegro (Garibaldi e São Vendelino), onde cumulou as funções. Wenceslau e Catharina passaram os seus últimos dias em São Vendelino/RS.

Na foto de família, sentados: João Kronitzky e Luiza Wartha (ele, filho de Jacob Kronitzky e Maria Dietrich e ela, filha de Wenceslau Wartha e Catharina Kellner); de pé, da direita p/ esquerda, os filhos: Orlando, Dilva, Therezinha, (?) e (?) (ausente o filho Valdomiro do Paraná).

4) Carl Schaider (Carlos, era bisavô paterno de José Erno), nasceu em 1820, na Áustria, veio ao Brasil por volta de 1850, com sua esposa Marie Baumgartner (Maria), austríaca, juntamente com a filha Briska (Prisca). Conforme menção do “Jornal da Victória da Província do Espírito Santo”, datado de 01/07/1868, foi Agrimensor Imperial em Rio Novo/ES. Posteriormente, mudou-se a Santa Maria da Soledade/RS, onde exerceu a mesma função. Na comunidade era conhecido como Capitão Schaider (veio ao Brasil com a sua família, após 1850).  

5) Franz Xaver Boeni (Francisco Xavier, era avô paterno de José Erno), nasceu em 1841, em Moehlin, Aargau, Suíça. Veio para o Brasil em 1856, em companhia de sua genitora Vva. Johanna Böhni Boeni. Inicialmente, moraram na Colônia de Rio Novo do Sul, no estado do Espírito Santo.      Francisco Xavier, casou-se em 1868, com a austríaca Prisca Scheider, nascida em 1847, filha de Carlos Schaider e Maria Baumgartner, ambos austríacos. Em 1869, após o nascimento da primeira filha de Francisco Xavier e Prisca, as famílias migraram à Colônia de Santa Maria da Soledade (São Vendelino/RS), onde  viveram pelo resto de seus dias.
               A antiga casa dos “Schaider e Boeni” foi transformada em museu doméstico e ao lado existe uma réplica da primeira moradia desses imigrantes europeus, administrado pela família de Laurindo Boeni, endereço: Estrada Morro Canastra -São Vendelino, divisa com Alto Feliz/RS. 

6) Balthazar Barth (trisavô materno de José Erno), nasceu em 1811, em Theley, Alemanha, veio ao Brasil em 1847, com sua esposa Catharina Wirsch Barth, nascida em 1812 e seus quatro filhos: Maria, Heinrich, Catharina e Johannes. A família foi destinada à Picada Feliz/RS. Balthazar e Catharina passaram os seus últimos dias em Harmonia, RS.

7) Heinrich Barth (Henrique era bisavô materno de José Erno), nasceu em 1839, em Theley, Alemanha, veio  ao Brasil em 1847, com seus pais Balthazar e Catharina Wirsch Barth. Casou-se em 1862, na Picada Feliz (Feliz/RS), com Magdalena Hahn, nascida em 1845, em Tholey, Alemanha, filha de Peter Hahn, também de Tholey e de Maria Magdalena Kreiss, de Birkweiler, Alemanha. Moraram no Morro das Batatas, Alto Feliz/RS.

Foto de 1953, Jacob Barth com a filha Mathilde Regina, genro Ernesto Boeni e  bisnetos: Geraldo Rauber, Veleda, Irena, Erna, Ione, Iara e Sergio Boeny.

8) Catharina Bartzen Hansen (avó materna de José Erno), nasceu em 1864, filha de Johanis Adam Hansen (João Adão) e de Maria Margaretha Bartzen  (Margarida), ambos da Prussia, casou-se em 1884, em Feliz, com Jacob Barth, nascido em 1864, em Feliz/RS, filho de Heinrich Barth e de Magdalena Barth. Passaram os seus últimos dias em Alto Feliz/RS (ver nota 2).
              Jacob Barth,  era carreteiro, transportou mercadorias e bagagens do Porto Guimarães de São Sebastião do Caí a Nova Milano e Nova Vicenza (Farroupilha). As cargas normais eram tracionadas por três pares de mulas e as mais pesadas por cerca de cinco pares.
              A residência, que abrigou o casal Barth e posteriormente a filha Mathilde Regina e genro Ernesto, foi transformada em museu doméstico, sito na Rua Ernesto Boeni, bairro Nova Alemanha, Alto Feliz/RS.
             (no início da colonização, era praxe a realização de casamentos entre descendentes de "ex-Brummers", integrantes do exército Imperial, ou negociantes).

Pesquisa realizada por Rosa Maria B. Kaspary, jubilada TJ/RS, advogada, Novo Hamburgo/RS, filha de José Erno e Julita Emília; colaboração de Aline Oliveira Donatti, Administradora, Bacharel em Produção, Chapecó/SC, neta de João Kronitzky e Luiza Wartha e filha de Therezinha.

Nota 1- Somente três netos de João Aloysio e Amália Paulina Wartha Kronitzky seguiram a carreira docente: Celso O. Perottoni, Cuiabá/MT (Pedagogia); UCS/RS Claudio A. Perottoni (Mestre e Doutor em Ciências/Física); N.Petrópolis e Alto Feliz/RS, Anelise R. Boenny (Pedagogia).      
Nota 2- Conforme Livro de Registro de Entrada de Imigrantes do Arquivo Histórico do RGS, pág 51 , João e Margarida Hansen, juntamente com os filhos Maria e Carlos, vieram ao Brasil  em 06/10/1858, receberam um lote de terras em Nova Petrópolis/RS (contribuição de Silvia Hansen, Bióloga e bisneta de Carlos Hansen).  
    
Referências
Arquivo Histórico do Espírito Santo e Igreja N.Srª do Amparo de Cachoeiro do Itapemirim, ES; Arquivo Histórico do RGS: Rua Sete de Setembro, 1020, sala 17, Porto Alegre/RS; Arquivo Histórico Visconde São Leopoldo, SL; AHCMPA - Arquivo Histórico da Cúria Metropolitana de Porto Alegre/RS.

Diário Oficial da União nº 8979, de 10/01/1902; Jornal Oficial do RGS,  Edital publicado em 14/10/1913; Jornal da Victória da Província do Espírito Santo, nº 425, de 01/07/1868.
Diário Oficial da União, exemplar nº 8979: A infantaria da Guarda Nacional da Comarca de Montenegro ficou assim constituída: ESTADO MAIOR: Coronel Comandante Álvaro Apolinário Pereira de Moraes; Batalhão de Infantaria “4' companhia -- Capitão, Wenzel Wartha; tenente, Mauricio Bondam. 

Nota: filhos de Wenceslau Wartha e Catharina Kellner Wartha: Anna, Carlos, Catharina Apolonia, Francisco, Maria Magdalena, Catharina Margarida, Paulina, Luiza Catharina e Amália Paulina.

 

 


Foram realizadas entrevistas com descendentes dos ancestrais pesquisados, verificação ao acervo, visitas a cemitérios, consultas a arquivos históricos, com a devida identificação nos livros competentes.


                                        Salve Maria, mãe de Jesus e nossa "Mãe Rainha"!
        
















quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Pioneiros Boeni e Böni na América do Sul




                                    Os Pioneiros Boeni e Böni na América do Sul
Os primeiros imigrantes suíços “Boeni e Böni” vieram para apoiar os projetos dos governos sul-americanos, que tinham como metas prioritárias a colonização das terras incultas e a formação dos seus povos.
Em 1857, um grupo de imigrantes suíços de Möhlin, Canton do Aargau, que fica entre Zurique e a Basiléia, migrou para o Brasil, à colônia de Rio Novo do Sul, Espírito Santo. A leva era formada pela Vva. Johanna Böni Boeni, seus filhos Francisco Xavier, Frederike, Friedrich, Rosa, sua irmã Agatha, esposo Carl Fischer e quatro filhos, bem como pelas famílias: Hoffmann, Oesger, Kobi, Jappert, Läber e Obrist.
Com o encampamento da colônia de Rio Novo do Sul, os “Boeni” migraram a São Vendelino/RS. À época, Francisco Xavier, conhecido como Czafêr, era casado com Prisca (Briska), filha dos imigrantes austríacos Maria Baumgartner e Carl Schaider,  agrimensor Imperial (meus trisavós).
O irmão mais novo de Francisco Xavier, Friedrich, trabalhou no Porto de Santos/SP e a irmã Rosa, nascida em 1846, provavelmente permaneceu em Vitória, ES. Num periódico de 1942, RJ, foi encontrado o nome  de “Carlos Boeni dos Santos” e em outro jornal, de 1946, RJ, a referência “motorista de ônibus Boeni Andrade”, possíveis netos de Rosa, ou  Friedrich Boeni. O irmão Frederike, casou-se com Linória Jappert, não deixou descendentes e passou seus últimos dias na Linha Rodrigues da Rosa, Barão/RS.       
            No Rio Grande do Sul, o sogro de Xavier liderou a equipe de medições de terras da região de Lajeado e Dona Francisca/RS. Há indícios de participação dos  filhos de Francisco Xavier Boeni na equipe. Em 1896, o segundo filho varão de Francisco Xavier e Prisca, Carlos Boeni (Boni), casou-se com Bertha Nerich, irmã e vizinha de José Nerich, de Marquês de Souza/Lajeado/RS.
          
          Além da família da Vva. Johanna Böni Boeni, o médico Dr. Arnaldo Boeni, primo de Francisco Xavier, também migrou da Suíça à Região Sul do Brasil. Na lista de passageiros da “Immigration & Travel foi registrado como Arnold Böni. O itinerário do navio foi Rio de Janeiro, Santos/SP, porto de Paranaguá/PR, São Francisco do Sul, SC. Em 1917, conforme jornal “Estado de Santa Catarina”, o Dr. Arnaldo Boeni foi qualificado como farmacêutico de Campos Novos/SC. Em 1918 o farmacêutico daquela cidade foi  Antonio Boeni e médico o Dr. Arnaldo Boeni.
        Em 1920, consoante Censo Rural de Terras do RS, o Dr. Arnaldo Boeni e Carlos Boni (nasc 1875, filho de Francisco Xavier),  eram proprietários de terras da região de Lajeado/RS.
       De 1921 a 1929, conforme livros cartorários de Lajeado/RS, o Dr. Arnaldo Boeni emitiu atestados de “causa mortis” naquela região. Na mesma época clinicou no Hotel Taffe, de Marquês de Souza e também foi juiz Distrital. Casou-se com Anna Meyer e tiveram três filhos:
1) Arnold Boeni (*1939), químico e “pharmacêutico” em Chapada /RS, casou-se com Elisabeth Gewehr (*1939). Teve filhos: Arnaldo Boeni Filho (*1981), químico, casou-se com Irma S. Boeni (*1999-Estância Velha). O casal teve um filho: Professor Rene Boeni (*2016- Estância Velha/RS).
2) Ana Elisabeth Boeni, nasc. 16/04/1904(*Chapada), casou-se com Theobaldo Gewehr (*1959 - Chapada). Ana Elisabeth era Odontóloga, formada pela PUC/RS e Theobaldo era Tabelião. O casal teve dois filhos: Wilson Boeni Gewehr, (*2000-Chapada), tabelião em Liberato Salzano e Gertrude Boeni Beiersdorf (*2010 - Ivoti).
3) Dr. Walter Boeni nasceu em Marquês de Souza/RS, casou-se com Orfila Motta Boeni, formou-se em medicina em 1933, pela UFRGS. Foi cirurgião clínico no Hospital Conventos de Encantado, até 1955. Trabalhou no Hospital de Palmeira das Missões, residiu em Montenegro até 1959 e de lá transferiu-se a Porto Alegre (*1987- Porto Alegre).

                                            Os Suíços “Boeni” Imigrantes no Chile
            Em 1884, o Chile também acolheu imigrantes “Boeni”. A escritora Patrícia Schifferli Coloma, em sua obra “Nuestras Raíces Suízas” refere, que as levas de imigrantes eram  formadas por suíços alemães e suíços franceses. Os passageiros “Boeni”: Alois, Jeanne e Eduard, de Cantón do Aargau, firmaram contrato em Genebra e navegaram até o Chile com o Vapor Araucanía, juntamente com as famílias Schifferle, Stappung, Zehnder, Schäechi, Fräschler e outras. 

                                     Os Suíços “Böni” Imigrantes no Paraguai
             Ernst Böni e Valéria Verona Michel, de Amden, Suíça, migraram em 1934 para Guaíra, Paraguai. O filho Ernst Böni, migrou para o Brasil em 1983. Em São Paulo foi registrado como Ernesto Boeni.
           Além dos registros Boeni e Böni, verificou-se a existência do sobrenome “Bohni”. Possivelmente o “h” foi acrescido em face da ausência do sinal gráfico (trema) nas máquinas de datilografia. Em 1856, no Brasil Johanna foi registrada como “Bonhi Boeni”, no entanto, à época, outros sobrenomes constantes das listas de passageiros suíços (Läber, Schäechi e Fräschler), foram grafados com o diacrítico.

                Pensamento: A história tem o poder de aflorar rastros de memórias adormecidas. 
                                                                   Rosa Maria B. Kaspary
                                                                         Pesquisadora

1.     TSCHUDI, Johann Jakob Von. Viagem às Províncias de São Paulo e Rio de Janeiro. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1980.
2.     Jornal Estado de SC, edição 73/1917 e 74/1918. 
3.     Coloma, Patrícia Schifferli. Nuestras Raíces Suízas.
4.     Jornal da Victória do Espírito Santo, nº 425, de 01/07/1868. APEES – Projeto Imigrantes Espírito Santo. Arquivo Histórico do Estado do Estado do Espírito Santo.Memoria/ES
5.     (*) - óbito
                                                             Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!


sábado, 26 de agosto de 2017

FRANCISCO XAVIER BOENI E PRISCA SCHAIDER

                          Genealogia Boeni, Böni, Boeny e Boenny              
Francisco Xavier Boeni partiu do Porto de Hamburgo, em 24/10/1856, juntamente com seus tios Carl e Agatha Fischer, genitora Johanna Böni Boeni e os seus três irmãos: Frederike, Friedrich e Rosa, a bordo do navio Franziska. Na documentação de embarque sua mãe Johanna, nascida em 24/05/1807, em Moehlin, Aargau, Switz, filha de Anton Böni e Maria Elisabeth Mahrer, foi registrada como “Bonhi Boeni”. Johanna casou-se em 25/11/1839, com Melchior Boeni, nascido em 23/01/1791 (*26/03/1850), também de Moehlin, Aargau, Switz, filho de Melchior Boeni e Margaretha Soder. Após a morte de Melchior, Johanna migrou para o Brasil. Em 21/12/1856, após longos dias de viagem, a família Boeni aportou em Itapemirim/ES. De lá os suíços seguiram até Rio Novo/ ES, onde construíram o seu novo lar.
Com o encampamento da colônia de Rio Novo (do Sul)/ES, após 1873, Francisco Xavier, esposa Prisca Schaider, filha Rosa, juntamente com os pais de Prisca, Carlos Scheider e Maria Baumgartner e o irmão de Francisco Xavier, Frederike Boeni e esposa, mudaram-se para o Rio Grande do Sul, à Colônia de Santa Maria da Soledade (São Vendelino).
O irmão mais novo de Francisco Xavier, Friedrich Boeni, à época maior de idade não acompanhou a família, ficou trabalhando no Porto de Santos, em São Paulo.
1.1      Francisco Xavier Boeni, nascido em 19/09/1841 (*18/09/1920 - SV).

1.2 Frederike Boeni nascido em 17/01/1843 (*01/10/1923 – Linha Rodrigues da Rosa/Barão/RS, Scheffer-Eck), viúvo de Linoria Iappert (ES). Não teve descendentes.

 1.3 Friedrich Boeni, nascido em 28/08/1844.
 1.4 Rosa Boeni, nascida em 13/02/1846.   








    


Maria Baumgartner e o Capitão Carlos Scheider, ambos austríacos, eram pais de Prisca Boeni. Ele era agrimensor Imperial, exerceu sua profissão no Espírito Santo e no Rio Grande do Sul.
Consoante Pellanda, os pioneiros imigrantes austríacos vieram para o Brasil a convite de D. Pedro I "...e quiçá influenciado pela primeira Imperatriz D. Leopoldina, princesa austríaca."

 





 Prisca Schaider e Francisco Xavier Boeni





 PRIMEIRA GERAÇÃO DE FRANCISCO XAVIER E PRISCA SCHAIDER BOENI
1.         Francisco Xavier Boeni (Franz Xaver), nascido em 19/09/1841, em Moehlin, Aargau, Suíça (Switz), casou-se em 15/08/1868, na Igreja Nossa Senhora do Amparo,  ES, com Prisca Schaider (Scheider), natural da Áustria, nascida em 15/04/1847, filha de Carlos Scheider e Maria Baumgartner (ambos faleceram em São Vendelino, ele em 18/09/1920 e ela em 08/05/1925).
1.1      Rosa Boeni, nascida em 1869, em Rio Novo do Sul (ES), (*), casou-se 08/05/1890, com Jacob Zimmer, nasc. 21/09/1869, (*), filho de João e Susanna Zimmer (morou em S.Vendelino). 
 
 1.2      Maria Joanna Boeni, nascida em 03/07/1872, em Rio Novo do Sul (ES) (*), casou-se em 22/04/1891, com João Loch Filho, nascido em 1871, (*), filho de João Loch e de Catharina de Backendorf (Cartório de Barão/RS). 

1.3      Francisco Boeni (Franz Böni), nascido em 1873, em Rio Novo do Sul (ES) (*29/12/1913), casou-se em 02/06/1896, com Paulina Zimmer, nasc. 10/04/1880 (*20/11/1958), filha de Bernardo Zimmer (de Luxemburgo) e de Maria Lermenn (morou em Alto Feliz/RS).
 Na foto: Wilibaldo Boeni (filho de Francisco), esposa Anna Welter e filhos: Bruno, Cacildo, João Hermínio, Pio Renato, Maria Lúcia, Francisco e Crescência. 
 1.4      Carlos Boni, nascido em 16/06/1874 (*08/11/1931), casou-se em 27/01/1896 com Bertha Närich (*), filha de Francisco Naehrich e Ignes Schmid (morou em Bela Vista do Fão, Marques de Souza/RS). Família: Rosalina Boni Berud (era casada com Miguel Berud), Carlos Boni Filho (era casado com Olinda Schwambach), Maria Antonia Böni Bottega (era casada com Celeste Bottega); Sentados: Bertha Närich Böni e Carlos Böni (Carl Beni).    

 1.5      Alberto Boeni, nasceu em 1877, morou em São Vendelino (desaparecido por volta de 1894, durante a Revolução Federalista).
1.6 Emília Böni, nascida em 15/09/1880 (*1905), casou-se em 22/10/1898 com Luiz Gonzaga Menzel (*), filho de José Menzel e de Catharina Dresch (Cartório de Barão/RS). 
 1.7      Germano Boeni, nasc. 11/08/1882 (*21/06/1963), casou-se em 14/08/1906, com Anna Zimmer, nasc.17/09/1884 (*19/07/1949), filha de Bernardo Zimmer e de Maria Lermen (morou em Tesouras, Chapada/RS). 
                    Filhos de Germano Boeni: Baldoino, Afonso e Fridolino

  1.8 José Boeni, nasc. 08/10/1884 (*20/10/1961), casou-se em 28/07/1908, com Anna Catharina Zimmer, nasc.  14/11/1887 (*17/07/1930), filha de Bernardo Zimmer e de Maria Lermen  (morou em Tesouras, Chapada/RS).

Sentados: Idalina B. Zimmer, José Boni e Lúcia B. Matjie. Em pé: Ilda B. Johan, Olga B. Johan, Adolfo José Boni e Josefina B. Sturmer.                                          
 1.9      Ernesto Boeni, nasc. 25/12/1887 (*21/09/1979), casou-se em 25/07/1911, com Regina Mathilda(e) Barth, nasc. 13/07/1893 (*28/08/1983), filha de Jacob Barth e Catharina Hansen (morou em Alto Feliz/RS).
Alfonso Jacob, Reinaldo, José Erno, Adelino Sebastião, Olívia B. Marques, Regina Mathilde, Ernesto (filho de Francisco Xavier Boeni) e Anna Lucinda B. Rauber.

 1.10   João Böni, nasc. 26/07/1889 (*08/06/1979), casou-se em 15/10/1911, com Magdalena Welter, nasc. 10/03/1889 (*), filha de João Welter e de Margarida Faht (morou em São Vendelino/RS).
1.11   Jacob Boeni, nasc. 24/01/1891 (*23/04/1957), casou-se em 05/07/1914, com Gertrudes Dries, nasc. 13/08/1897 (*06/09/1982), filha de Jacob Dries e de Gertrudes Schlindwein (morou em São Vendelino/RS).          
    Pesquisa realizada em arquivos históricos, cemitérios, internet e Cartórios por: Jaqueline Boeni, de São Vendelino (pós-graduada em História),  Rosa Maria B. Kaspary (advogada, jubilada PJ) Alto Feliz e Carina Boeni de Chapada/RS.